Do seu mais novo apaixonado e fã, Thiago Eduardo

março 8th, 2010 § 1 Comentário

email enviado após assistir à peça dia 07/03/2010 no Teatro dos Bancários

Queridissima e cheirosissima Elisa (Linda) Lucinda,

Saindo do Teatro dos Bancários, a única coisa que eu queria fazer era poder sentar e escrever esse email para você.

Sua intensidade, veracidade, força e audácia muito me fizeram acordar para um mundo que eu sei que existe e que podemos lutar pelos ideias que nos podem fazer o que nascemos para: ETERNOS. A conexão estabelecidade entre você e a platéia é de deixar-nos boquiabertos. Eu tremia, chorava, ria, e tremia novamente. Gripado, o corpo doia de tanto sorrir e pensar e chorar e acreditar. Feliz sinto-me por ver que ainda há pessoas que lutam pela mediocridade e que MOSTRAM o caminho, que DÃO o exemplo e que vão atrás e fazem a diferença. Como é lindo isso.

Sei que muito do que eu vir a escrever é pequeno perto do grande que estou sentindo. Mas sei que o vento (esse elemento que você venera) pode levar até seus olhos – nesse caso – as palavras que acredito esse momento merecer – e é dos momentos que vivemos, certo? É do agora, do já, e é de ações congruentes que construimos um mundo onde  os sonhos se realizam e podem sair daquele espaço que construimos dentro de nossas cabeças e o MEDO e a mesmice e a “pateticidade” da vida nos força a acreditarmos ser verdadeiro.

Eu decidi dizer não. Não à heteronormatividade, e paguei (e pago) um preço alto por isso. [Não quero enfadar você com meus pensamentos, livre sinta-se para ler, não ler o que escrevo. Sei que és congruente (palavra chave na vida que deveriamos ter) é um dos pensamentos que possui, portanto, leia se sentir-se com vontade, se o coração dizer que vale a pena e se o vento permitir que essas palavras cheguem até você.]

Não vou também voltar, editar o que escrevo. Porque quando escreve, meus sentimentos estão à flor da pele e, portanto, não há regras nem me uso de subterfúgios para deslavar essa avalanche de sentimentos. Ela (a avalanche) chega e eu dou vazão. Desse pecado não morro: o de se auto-policiar e sempre mostrar um lado mais bonito, o perfil mais vislumbrante. Mostro o que tenho para mostrar e sinto o que mereço sentir. E pago um preço alto para tal.

Muito do que nos é apresentado pela mídia e pela vida mesmo nos fazem esquecer da nossa esssência. E sua peça é um grande LEMBRETE de que temos de nos policiar constantemente para que batalhemos pelas crianças que irão comandar o mundo, contra o racismo e qualquer tipo de discriminação e contras as generalizações negativas que perpetuamos dia-após-dia e nos vemos REFÉNS dessas verdades pequenas e nojentas que nos permitimos sentir.

Mais uma vez, obrigado pela beleza que sua alma emana. Os olhos são o coração da alma, os seus são lindos e sua alma, límpida, cristalina e modificadora.

Escrevi recado no livro, e “tuitei”, aqui está o link: http://twitpic.com/17afdr

Certo de que ainda me encontrarei muito mais vezes, seja lendo seus poemas, seja lembrando da peça, seja lembrando do cheiro do seu perfume – que senti quando teabracei – seja colocando em prática tudo o que sei ser verdade e ser congruente, e certo de que ainda poderei vê-la muitas e várias vezes, me despeço em um abraço virtual bem gostoso,

DO seu mais novo fã, admirador e encantado por ti,

Thiago Eduardo

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