Da dor da separação
agosto 4th, 2011 § 1 Comentário
Sub-titulo: de como estamos no melhor lugar que deveríamos estar.
Como dividir a dor do próximo? Estando tão presos a nossas próprias limitações, esquecemos dos medos e limitações dos próximos. Quantas duvidas e perguntas que pairam nas cabeças alheias, não?
Ouvindo a comovente estória da senhora casada há 51 anos, cujo marido encontra-se em coma induzido, fico com um nó na garganta, e não sei o que dizer. Ouço ela contar das memórias e lembranças de uma vida inteira, uma vida inteira que escolheu dividir e construir ao lado dele. E o momento da separação a revolta, a cabeça cabisbaixa e sem fome. E a única coisa que eu consegui falar foi: CONTINUE A BATALHA E NÃO PERCA O SORRISO NO ROSTO. Fácil falar, difícil fazer. Mas eu não dou mais conselhos se eu não acreditar piamente ou se eu não tiver experimentado do próprio conselho.
Já experimentei o desespero e descobri que sorrir durante todo o processo faz a diferença. Amar a dor e odia-la ao mesmo tempo. Amar o processo na certeza de que RANDOM IS NEVER RANDOM e que estamos, sim, no melhor lugar que deveríamos estar. E a Kabbalah vem me ajudando a entender melhor os processos, minhas fraquezas e meus pontos fortes. E mais do que nunca: parar no tempo JAMAIS.
Como minimizar a dor do próximo? Eu faço minha parte sorrindo, não importa a hora do dia ou o momento vivido. Afinal de contas, nossas ações repercutem não só em nossas vidas, mas em todo o coletivo.
E, parecendo um louco sorridente, continuo a nadar.
Não é o que devemos fazer? Continuar a nadar, mas da melhor forma possível e da forma mais grata existente.
Obrigado, LUZ, por mais um dia.
| eu já aprendi que:
infelizmente nem todos estão preparados para a Luz e a oportunidade que você está disposto a dar-lhes. Mas a consciência é extremamente poderosa para você mudar o seu momento de vida. Afinal de contas, mudar é a constante variável da vida. |

encontro e desencontro andam de mãos dadas… um respeitando o espaço do outro, separados pela fina linha chamada sofrimento, que uma vez rompida, afeta os dois lados. dói nos dois.
acredito que um dos nossos grandes desafios é tornar essa linha cada vez mais fina, a ponto de não existir e transformar encontro e desencontro uma coisa só. um elo indestrutível. sem dor.
acho que é isso.